Servidores da saúde de Campina suspendem paralisações em virtude da pandemia Covid-19

Diante da gravidade imposta pela pandemia Covid-19, os servidores da saúde de Campina Grande decidiram suspender as paralisações a partir desta quinta-feira, 19. A decisão foi aprovada em assembleia realizada nesta terça-feira, 17, no Clube do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab).

Presidente Giovanni Freire

O presidente do sindicato, Giovanni Freire, destacou que os servidores entendem a importância do trabalho desempenhado pela categoria neste momento.

“A situação pede essa tomada de decisão, mas reforçamos que quem não se sentir em ambiente seguro para trabalhar, irá protocolar documento na Secretaria de Saúde relatando a situação de forma detalhada e não permanecerá no posto de trabalho, porque sem condições, estaremos todos em risco. A nossa maior preocupação é a proteção do trabalhador, das condições que serão dadas aos servidores da saúde para se efetuar o trabalho em Campina Grande”, frisou.

Sobre tais condições, o Sintab já protocolou ofício junto à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Solicitamos por meio do documento a dispensa do trabalho para profissionais com idade igual ou superior a 60 anos, para grávidas e portadores de doenças crônicas, por se caracterizarem como grupo de alto risco; pedimos também a suspensão das visitas domiciliares por parte dos agentes de combate as endemias, agentes comunitários de saúde, assistentes sociais e demais servidores que desenvolvem este labor, resguardando assim, mais uma vez, a saúde de tais profissionais em meio a tamanha pandemia. Requeremos ainda que a Secretaria de Saúde disponibilize EPIs aos servidores da saúde, tais como, máscaras, luvas, álcool em gel e todo material necessário para o trabalho ser desenvolvido sem risco aos profissionais”, detalhou.

Mais do que nunca, conforme Giovanni, é importante defender o Sistema Único de Saúde (SUS). “Outra questão importante é o fortalecimento do SUS, nunca se ouviu tanto falar em serviço público no nosso país e de uma forma totalmente diferente do que sempre se falou, que via de regra é criminalizando. Na urgência do momento o dinheiro é para o serviço público porque o setor privado se esquiva, não enfrenta o problema, é o SUS que nós temos que defender e este é o principal momento de hastear a bandeira do SUS”, comentou.

Diretor de Comunicação, Napoleão Maracajá

O diretor de Comunicação, Napoleão Maracajá, também avaliou a austeridade do momento.

“É algo assustador, não há registro na história da humanidade de um vírus que tenha tanto poder de propagação, levando em consideração que vivemos em um mundo globalizado. O Sindicato e os servidores da saúde entendem a gravidade do momento, o foco agora é a prevenção, pela vida das pessoas e bem-estar de todos. É claro que a luta continua, com outras estratégias”, declarou.

Diretor de Política e Formação Sindical, Franklyn Barbosa

Para o diretor de Política e Formação Sindical, Franklyn Barbosa, nunca foi tão oportuno cobrar que a saúde seja uma prioridade do Estado.

“Cobrar mais investimentos para saúde nunca foi tão importante, não apenas para um momento como esse e isso passa pela luta por revogar a Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos na saúde e em outras áreas sociais por 20 anos”.

Sobre a pauta da categoria, o presidente Giovanni Freire informou que em reunião realizada na última segunda-feira, 17, o secretário de saúde de Campina, Felipe Reul, comprometeu-se em apresentar por meio de documento, o cronograma de cumprimento de toda a pauta e informou que a prioridade dele seria a atenção primária.

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